Hamas analisa proposta dos EUA para Gaza; Trump dá prazo de 3 a 4 dias

 

O grupo terrorista Hamas afirmou nesta terça-feira (30) que está estudando a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza, sem estabelecer prazo para resposta. Israel já aceitou o plano apresentado na segunda-feira (29).

Segundo o Hamas, as consultas internas podem “durar vários dias”, envolvendo dirigentes políticos e militares dentro e fora da Palestina. Trump, por sua vez, pressionou o grupo a responder em 3 a 4 dias, afirmando que “todos estão esperando pelo Hamas”.

O plano de Trump prevê 20 pontos, incluindo a desmilitarização de Gaza, entrega de armas e anistia para membros do Hamas que se comprometerem com a convivência pacífica. A região passaria a ser administrada por um comitê de transição tecnocrático, supervisionado por um “Conselho da Paz” liderado pelos EUA, com o poder transferido futuramente à Autoridade Palestina. Também há previsão de pacote econômico, reconstrução da infraestrutura e treinamento da nova polícia local.

Israel reafirmou que, se o Hamas rejeitar o plano, prosseguirá na ofensiva para eliminar o grupo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apoia a iniciativa, mas mantém resistência a alguns pontos, principalmente sobre a criação de um Estado palestino no futuro.

Internacionalmente, aliados dos EUA, como Arábia Saudita, Jordânia, Emirados, Catar e Egito, receberam positivamente o plano. Líderes europeus também pedem que todas as partes deem “uma chance real à paz”. Por outro lado, a Jihad Islâmica Palestina rejeitou a proposta, chamando-a de “receita para explodir a região”.

Moradores de Gaza expressaram descrença, temendo falta de garantias para implementação do acordo. O plano atual difere do cessar-fogo de janeiro, pois exige a saída imediata do Hamas do governo e a libertação simultânea de todos os reféns, além de detalhar a governança temporária da região.