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PF investiga intoxicações por metanol em SP e possível rede de distribuição nacional

 

A Polícia Federal abriu investigação para apurar os casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas no estado de São Paulo. Até agora, seis casos foram confirmados, incluindo três mortes, e outros dez seguem em análise. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que há indícios de que a rede de distribuição da substância possa atuar também em outros estados.

O metanol é um álcool altamente tóxico, usado de forma legítima em processos industriais, mas proibido para consumo humano. Quando ingerido, pode provocar fortes dores abdominais, cegueira irreversível e até a morte. Os falsificadores adulteram garrafas de marcas famosas de gin e vodca, comercializando o produto como se fosse original.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a situação como “anormal”, já que o Brasil registra em média 20 casos por ano, e quase metade desse número ocorreu apenas em setembro, em São Paulo. O governo emitiu alerta nacional e prepara nota técnica para orientar profissionais de saúde sobre sintomas e condutas em casos suspeitos.

Entre as vítimas estão jovens que consumiram bebidas em bares da capital paulista e um homem de 22 anos internado em estado grave na UTI. Uma mulher relatou ter perdido a visão após beber caipirinhas contaminadas.

As autoridades investigam possíveis conexões com o crime organizado. Há suspeita de que o metanol usado seja o mesmo importado ilegalmente para adulterar combustíveis, em operações já atribuídas ao PCC.

A população é orientada a comprar apenas bebidas de fabricantes legalizados, verificar rótulos e lacres de segurança e evitar produtos de origem duvidosa. Em caso de suspeita de intoxicação, o atendimento médico deve ser imediato.