Homem ligado a investigação sobre balões é suspeito de morrer em explosão no Tatuapé

 O morador da casa que explodiu na noite de quinta-feira (13), no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, já havia sido investigado em 2011 por envolvimento com um grupo de baloeiros em São José dos Campos. Trata-se de Adir de Oliveira Mariano, 46 anos.

A Polícia Técnico-Científica analisa um corpo encontrado dentro do imóvel para confirmar se trata-se de Adir. O resultado oficial do IML ainda não foi concluído. A esposa dele sobreviveu porque estava no shopping no momento da explosão.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a residência armazenava fogos de artifício de forma irregular, e essa é a principal hipótese para a explosão que deixou uma pessoa morta, dez feridas e 23 casas interditadas. Carros que passavam pela rua também foram atingidos, e imóveis vizinhos tiveram vidros quebrados com o impacto.



Adir segue como investigado no inquérito que apura a causa e possíveis responsabilidades pelo caso.

Histórico de investigação

Em 2015, Adir foi absolvido da acusação de integrar uma associação criminosa ligada a baloeiros. Ele e outras pessoas haviam sido detidos em 2011 após a queda de um balão na região, mas todos negaram envolvimento e foram liberados. A Justiça concluiu que não havia provas suficientes e absolveu o grupo.

A pena para quem solta balões no Brasil varia de 1 a 3 anos de detenção, além de multa.

A informação de que Adir morava na casa foi confirmada à reportagem pela polícia e pela advogada de seu irmão.