Sacerdote teve uma trajetória marcada pela fé, pelo trabalho e pela dedicação à comunidade

Morreu na manhã desta quinta-feira, às 6 horas, o padre José Brombal, aos 98 anos. Ele estava internado havia dez dias no Hospital Paulo Sacramento. O sacerdote, que completaria 99 anos em agosto, atuou em diversas paróquias de Jundiaí e região ao longo de sua vida religiosa. Até o momento da publicação desta reportagem, os horários de velório e sepultamento ainda não haviam sido divulgados.

Filho mais velho de Maria e Anselmo Brombal, José nasceu na Fazenda Santa Gertrudes, da família Queiroz Telles, em Vinhedo, quando a localidade ainda fazia parte do então Distrito da Rocinha, pertencente a Jundiaí.

Ainda criança, trabalhou na lavoura, limpando ruas de café, atividade comum para muitas famílias da época. Na década de 1940, mudou-se com a família para a cidade de Jundiaí. Enquanto o pai passou a trabalhar na indústria Pelliciari, José iniciou sua trajetória profissional na Porcelana São Pedro, empresa fundada por João Ferrara.

Posteriormente, serviu ao Exército Brasileiro. Ingressou como soldado e foi promovido a cabo após aprovação em concurso. Durante o período de modernização da unidade militar, participou da transferência dos últimos animais utilizados pela antiga Artilharia de Dorso para o quartel de Barueri.

Em 1952, casou-se com Olinda, com quem teve 12 filhos: Anselmo, Paulo, Maurílio, José Carlos, Plínio, Cida, Mazé, Conceição, Salete, Graça, Ana e Cláudia. Ao longo da vida, enfrentou a perda de dois filhos, Conceição e Plínio.

Após deixar a Porcelana São Pedro, trabalhou na empresa Fillipini, onde se tornou carpinteiro e marceneiro. Paralelamente à vida profissional, manteve intensa participação na Igreja Católica. Foi integrante da Congregação Mariana da Vila Arens, da Conferência Vicentina e dos Cursilhos de Cristandade. Sua esposa também era atuante nas atividades religiosas, participando do Apostolado da Oração.

A morte de Olinda, em 1986, representou uma mudança profunda em sua vida. Mantendo-se firme na fé, recebeu em 1995 o convite do então bispo diocesano, Dom Roberto Pinarello de Almeida, para ingressar no sacerdócio. Foi ordenado padre aos 68 anos de idade.

Ao longo de sua missão religiosa, passou por diversas paróquias da Diocese de Jundiaí, atuou como vigário da Catedral Nossa Senhora do Desterro e também como capelão do Hospital São Vicente de Paulo. Nos últimos anos, residia na Casa dos Presbíteros, no bairro Corrupira.

Conhecido pela simplicidade, pela memória admirável e pelos conselhos que compartilhava com quem o procurava, padre José permaneceu ativo por décadas no serviço à Igreja. Mesmo próximo dos 99 anos, seguia celebrando missas, realizando batizados e participando da vida da comunidade.

Sua trajetória deixa como legado uma história marcada pelo trabalho, pela família, pela fé e pelo serviço ao próximo, valores que acompanharam toda a sua vida e seu ministério.

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