Na próxima terça-feira, dia 28, Várzea Paulista estará no centro das discussões do turismo regional com a realização do V Fórum de Turismo da Região Turística Negócios & Cultura, reunindo os dez municípios que integram essa governança regional. O encontro simboliza algo maior do que um evento técnico: ele representa a consolidação de uma visão moderna de desenvolvimento, na qual o turismo deixa de ser coadjuvante e passa a ocupar papel estratégico na economia municipal.
Hoje, não existe política
pública de turismo eficaz sem regionalização.
Mas o que é, afinal, uma
Região Turística?
Uma Região Turística é a
organização de municípios com características, atrativos e vocações
complementares que decidem planejar, promover e desenvolver o turismo de forma
integrada. Esse conceito é estruturado nacionalmente pelo Ministério do
Turismo por meio do Mapa do Turismo Brasileiro, instrumento que
orienta a distribuição de políticas públicas, investimentos e programas
federais e estaduais.
Na prática, isso significa que
o turismo deixou de ser pensado cidade por cidade. O visitante não enxerga
limites administrativos — ele vivencia territórios, experiências e roteiros.
É por isso que integrar uma
região turística deixou de ser opcional: tornou-se condição estratégica para
acessar políticas públicas, recursos, capacitações e programas de fomento.
Sem regionalização, o
município fica fora do mapa — literalmente.
Em São Paulo, a regionalização
ganha ainda mais peso. A organização regional é etapa fundamental para que
cidades possam avançar em políticas estaduais como o reconhecimento de
Município de Interesse Turístico (MIT) ou Estância Turística — títulos que garantem
repasses financeiros anuais específicos para investimentos no setor.
Ou seja: a articulação
regional não é apenas conceitual. Ela tem impacto direto na capacidade de
investimento dos municípios.
O Estado de São Paulo possui
exemplos consolidados dessa estratégia, como o Roteiro dos Bandeirantes,
o Circuito das Águas Paulista e o Circuito das Frutas — regiões
que demonstram como a cooperação entre cidades fortalece destinos, amplia a
permanência do visitante e multiplica o impacto econômico.
Nenhum município cresce
sozinho no turismo.
Durante décadas, muitas
cidades trataram o turismo como atividade secundária. Hoje, essa percepção
mudou. O turismo é uma indústria limpa, sustentável e altamente geradora de
empregos.
Cada visitante que chega
movimenta hotéis, restaurantes, transporte, comércio, eventos, cultura e
serviços. O dinheiro circula localmente, gera arrecadação e cria oportunidades
para pequenos empreendedores, artesãos, guias, produtores e trabalhadores da
economia criativa.
É desenvolvimento que chega na
ponta.
Quando municípios trabalham em
rede, criam roteiros integrados, compartilham eventos, fortalecem a identidade
regional e aumentam a competitividade do território como destino. O resultado é
mais visitantes, maior permanência média e maior gasto turístico.
Isso se traduz em emprego,
renda e qualidade de vida.
O V Fórum da Região Turística
Negócios & Cultura representa a consolidação de uma governança regional
baseada em cooperação, planejamento e visão de futuro. Não se trata apenas de
encontros periódicos, mas de um processo contínuo de articulação entre poder
público, iniciativa privada e instituições parceiras.
A mensagem é clara: turismo
não é gasto — é investimento estratégico.
Municípios que compreendem
essa lógica estruturam políticas permanentes, criam calendários de eventos,
qualificam serviços, fortalecem sua identidade cultural e passam a disputar
espaço no mercado turístico com mais competitividade.
E quando cidades crescem
juntas, toda a região prospera.
Porque o futuro do desenvolvimento
local passa pela capacidade de transformar território em destino, cultura em
experiência e cooperação em oportunidade.
Turismo é política pública.
Turismo é economia real.
Turismo é desenvolvimento compartilhado.
E, cada vez mais, turismo é futuro.
William Paixão é Gestor
Executivo de Cultura e Turismo de Várzea Paulista e Vice Interlocutor da Região
Turística Negócios & Cultura que compreende 10 cidades do estado de São
Paulo.
Já atuou na
Unidade de Cultura de Jundiaí e assina projetos como “Jundiaí na Marquês de
Sapucaí”, Passaporte Cultural Guardiões do Patrimônio (premiado pelo IPHAN) e o
Registro Imaterial da Coxinha de Queijo de Jundiaí, com foco em identidade,
cultura e desenvolvimento territorial
