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O que aconteceu com Neverland após a saída de Michael Jackson



O icônico rancho Neverland Ranch, criado pelo cantor Michael Jackson, deixou de ser um dos lugares mais simbólicos da cultura pop para se tornar uma propriedade discreta e distante dos holofotes.

Adquirido em 1988 por cerca de 19,5 milhões de dólares, o espaço foi transformado em um verdadeiro parque de diversões particular. Inspirado na história de Peter Pan, o rancho contava com roda-gigante, carrossel, montanha-russa, zoológico com animais exóticos, além de lago, cachoeira e até um trem. A proposta era recriar um universo lúdico que remetesse à infância que o artista dizia não ter vivido.

A mudança começou em 2003, quando a propriedade foi alvo de uma investigação policial relacionada a acusações de abuso infantil. O caso ganhou ampla repercussão internacional. Apesar de Michael Jackson ter sido absolvido em 2005, o episódio teve forte impacto pessoal. O cantor deixou o rancho e afirmou que o local já não representava mais seu lar.




Nos anos seguintes, Neverland passou por um processo de decadência. O zoológico foi desativado, os animais retirados e as atrações deixaram de funcionar. Paralelamente, o artista enfrentava dificuldades financeiras que colocaram a propriedade em risco.

Após a morte de Michael Jackson, em 2009, o rancho permaneceu por anos sem uso significativo. O local foi renomeado como Sycamore Valley Ranch e colocado à venda, com sucessivas reduções de preço.





A negociação só foi concluída em 2020, quando o empresário Ron Burkle adquiriu a propriedade por cerca de 22 milhões de dólares. Mesmo com a valorização nominal, o valor foi inferior ao pago originalmente por Jackson, considerando a inflação.

Atualmente, o rancho segue preservado, porém sem as características que o tornaram mundialmente conhecido. Sem as atrações e longe da proposta original, o espaço permanece como um símbolo de uma fase marcante da vida do artista — e de um projeto que perdeu sua essência após sua partida.