O Brasil enfrenta o Japão nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), pela fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. Apesar do favoritismo da Seleção Brasileira, o adversário chega ao confronto respaldado por um projeto de longo prazo que transformou o país em uma das seleções mais competitivas do cenário internacional.

Para analisar esse crescimento, a TVTEC conversou com o preparador físico Luiz Carlos Brolo, morador de Jundiaí e convidado da edição desta segunda-feira (29) do TECNEWS. Brolo trabalhou por mais de 20 anos no futebol japonês e acompanhou de perto a evolução da modalidade no país, experiência que o credencia a explicar como o Japão deixou de ser uma seleção emergente para se tornar um adversário capaz de competir em alto nível.

Segundo ele, o principal responsável por essa transformação foi o planejamento iniciado com a criação da J-League, em 1993.
“Eu não tenho dúvida nenhuma de que o principal fator foi o planejamento. Desde o início da J-League, eles buscaram trazer treinadores, comissões técnicas e jogadores de grande qualidade para aprender e desenvolver o futebol japonês. O Zico, por exemplo, teve papel fundamental na organização da Federação Japonesa de Futebol.”
Brolo destaca ainda que a ida de atletas japoneses para o futebol europeu acelerou a evolução da seleção.
“O êxodo de jogadores para a Europa mudou a mentalidade do atleta japonês. Antes era um futebol baseado principalmente na velocidade. Hoje é uma equipe muito organizada, com entendimento tático elevado, qualidade técnica e capacidade de competir de igual para igual com qualquer seleção.”
Sobre o atual técnico da seleção japonesa, Hajime Moriyasu, o preparador físico afirma que, embora não tenha trabalhado diretamente com ele, acompanhou sua trajetória desde os tempos em que era jogador do Sanfrecce Hiroshima.
“Ele é um treinador que estuda muito o jogo, conhece profundamente o futebol e sabe lidar com o grupo. Tenho certeza de que analisou detalhadamente a Seleção Brasileira e vai buscar dificultar ao máximo a partida.”
Para o jundiaiense, o Brasil precisará ter paciência para superar a forte organização defensiva dos japoneses.
“A organização e a disciplina tática são os maiores pontos fortes do Japão. Eles vão pressionar bastante no início, tentar neutralizar jogadores como o Vinícius Júnior e explorar os contra-ataques com velocidade. O Brasil terá dificuldades, mas acredito em uma vitória por 2 a 1.”
Último confronto
O único resultado adverso da Seleção Brasileira diante dos japoneses aconteceu em outubro do ano passado. Já sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, o Brasil foi derrotado por 3 a 2 no Estádio Nacional de Tóquio.

Na ocasião, Gabriel Martinelli e Paulo Henrique colocaram a Seleção Brasileira em vantagem por 2 a 0, mas Ueda, Nakamura e Minamino comandaram a virada japonesa.
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Redação TVTEC / Imagem: Arquivo Pessoal


