Foto: Carlos Dias/G1
No passado, a defesa afirmou que Douglas agiu em legítima defesa e que Natasha não havia participado do homicídio. Porém, agora, a dona de uma pensão para trans e travestis em Sorocaba (SP) e o marido foram condenados por matar a trans Vick Santos por estrangulamento. O crime ocorreu em 28 de maio de 2020, e a vítima de 22 anos foi encontrada carbonizada na área rural de Itu.
O julgamento foi encerrado nesta terça-feira (28), com a condenação de Natasha de Oliveira a 7 anos de prisão em regime semiaberto, sendo 6 anos pelo homicídio e um ano pela ocultação do cadáver. Já Douglas de Barros foi condenado a 13 anos em regime fechado, sendo 12 anos pelo homicídio qualificado e um ano pela ocultação do cadáver, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Os advogados Glauber Bez e André Devidè, dos acusados Natasha e Douglas, emitiram uma nota informando que "a defesa está satisfeita com o resultado. A tese apresentada tanto pela acusação quanto pela defesa mostra o equilíbrio, coerência e equidade. Justiça foi feita."
Segundo a reconstituição do assassinato da vítima, realizada em julho de 2020, Douglas matou Vick durante uma briga na chácara onde também funcionava um terreiro, na zona norte de Sorocaba. Ele alegou que a desavença por dívidas foi a causa da discussão e que Vick o teria ameaçado. Douglas usou uma técnica de artes marciais para estrangular Vick com um lençol. Horas depois, ele contou à esposa Natasha sobre o crime.
Natasha gerenciava mulheres trans e travestis em uma casa em um bairro nobre, onde Vick também morou. No dia do crime, o casal voltou à chácara e deixou o corpo da vítima na área rural de Itu, onde foi carbonizado na tentativa de despistar a investigação.
