Parte da base bolsonarista avalia que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pode estar prejudicando articulações importantes para o futuro político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A preocupação cresceu após as movimentações recentes do parlamentar nos Estados Unidos, em diálogo com aliados do ex-presidente americano Donald Trump.
Segundo apuração, até mesmo aliados próximos de Jair Bolsonaro reconhecem que Eduardo tem adotado uma postura considerada “radical”, insistindo na defesa de uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Essa proposta, no entanto, não encontra espaço no Congresso e pode inviabilizar negociações em andamento, como a revisão da dosimetria das penas impostas aos condenados por tentativa de golpe de Estado.
Fontes relataram que Jair Bolsonaro enviou emissários para tentar conter a atuação do filho, mas Eduardo resiste e quer intensificar a pressão, inclusive defendendo que autoridades brasileiras sofram sanções internacionais, como as previstas na Lei Magnitsky, aplicada nos EUA.
A postura do deputado preocupa setores do centrão e da direita, que temem desgaste político para as eleições de 2026 e a inviabilização de uma saída institucional que possa beneficiar Bolsonaro, que teme uma eventual prisão por questões de saúde e pelo tempo de cumprimento da pena.
Nas redes sociais, Eduardo reforçou que não pretende recuar:
“Estou disposto a ir até as últimas consequências para conseguir a anistia ampla e irrestrita. Será vitória ou vingança, mas não haverá submissão”, escreveu no X (antigo Twitter).
Já o influenciador Paulo Figueiredo saiu em defesa do deputado e afirmou que seguirá atuando ao lado dele:
“Se forem chorar, peça por favor para mandarem áudio. Vai piorar e eles não podem fazer nada”, declarou.
Nos bastidores, líderes políticos avaliam que a postura de Eduardo pode implodir acordos no Congresso, aumentando o isolamento do ex-presidente em um momento crucial para o futuro da direita no país.
