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Ex-goleiro do Sport de 1987 é condenado a mais de 24 anos de prisão por estupro de vulneráveis

 

Flávio Barros Bruno da Silva, ex-atleta e dono de escolinha de futebol no Recife, foi sentenciado em dois processos de primeira instância por abusar de uma criança de 9 anos e de uma adolescente de 13. A defesa nega os crimes e anunciou que vai recorrer.

A Justiça de Pernambuco condenou o ex-goleiro do Sport Club do Recife, Flávio Barros Bruno da Silva, a um total de 24 anos, 8 meses e 21 dias de prisão em regime fechado. As sentenças se referem a dois casos de estupro de vulnerável ocorridos quando ele administrava a escolinha “CT do Flávio”, no bairro da Caxangá, Zona Oeste do Recife.

Em um dos processos, o ex-jogador foi condenado a 10 anos e 4 meses de reclusão por abusar de uma menina de 9 anos, em abril de 2024. No outro, recebeu pena de 14 anos, 4 meses e 21 dias por violência sexual contra uma aluna de 13 anos, após a repercussão do primeiro caso. Ele chegou a ser acusado também em uma terceira ação, mas foi absolvido.



Segundo os relatos, os abusos ocorreram em áreas da própria escolinha onde o professor tinha acesso restrito, como depósitos e salas de material. A Justiça considerou consistentes as denúncias feitas pelas famílias das vítimas.

As condenações foram publicadas pelo juiz Rodrigo Flávio Alves de Oliveira no início de setembro, pouco mais de um ano depois das denúncias. O ex-goleiro chegou a ser preso preventivamente em julho de 2024, mas atualmente responde em liberdade.

Defesa contesta decisão

Os advogados de Flávio Barros Bruno da Silva afirmaram que as condenações são “injustas” e que ele foi absolvido em uma das ações, reforçando a confiança de que os recursos ainda em julgamento irão absolvê-lo das demais acusações.

Quem é Flávio Barros Bruno da Silva

  • Foi goleiro titular do Sport em 1987, ano em que o clube conquistou o título do Campeonato Brasileiro;

  • Também defendeu Santa Cruz, Fortaleza, CRB, Remo, entre outros times;

  • Abriu a escolinha “CT do Flávio” há quase três décadas, onde treinava jovens entre 4 e 17 anos;

  • A unidade encerrou suas atividades após a repercussão dos casos.