A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) oferecerá, a partir de outubro, 80 vagas extras no curso de Medicina destinadas exclusivamente a beneficiários do Programa Nacional de Educação para Áreas da Reforma Agrária (Pronera), incluindo sem-terra, quilombolas, educadores do campo e integrantes do Programa Nacional de Crédito Fundiário.
A seleção será feita por prova de redação presencial (peso 6) sobre temas ligados à educação do campo, saúde rural ou questões agrárias, além da análise do histórico escolar (peso 4). Metade das vagas será destinada a cotas sociais, incluindo ex-alunos de escola pública, pessoas de baixa renda, pretos, pardos e PcD.
A prova ocorrerá em 5 de outubro, com aulas começando em 20 de outubro no campus da UFPE em Caruaru, em período integral.
A medida recebeu críticas de entidades médicas, que apontam falta de isonomia, já que o processo é paralelo ao Sisu e Enem, sistemas usados tradicionalmente para ingresso em cursos superiores. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e outras associações afirmam que a ação compromete a credibilidade acadêmica e cria um precedente preocupante para a educação médica.
A UFPE, por sua vez, afirma que as vagas são extras e não prejudicam candidatos do Sisu, reforçando que a autonomia universitária, prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), permite a criação de oportunidades supranumerárias para políticas públicas específicas.
Cronograma resumido:
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26/09: resultado da análise de PcD e heteroidentificação
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30/09: inscrições homologadas
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05/10: prova de redação
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14/10: resultado preliminar
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16/10: resultado final
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20/10: início das aulas
