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Ataques em Gaza continuam após acordo inicial entre Israel e Hamas

 Explosões voltaram a atingir a região central da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (9), um dia depois de Israel e o grupo Hamas aceitarem a primeira fase do plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê um cessar-fogo e a troca de reféns por prisioneiros palestinos.

Mesmo com o anúncio do acordo, colunas de fumaça foram vistas sobre Gaza, enquanto aviões sobrevoavam a área. Vídeos registrados no local mostram veículos da Cruz Vermelha circulando por estradas próximas à costa, em meio a acampamentos de deslocados — um retrato do impacto humanitário do conflito que já dura dois anos.

As negociações ocorreram no Egito e resultaram em um consenso inicial sobre o plano de 20 pontos apresentado por Trump, considerado o avanço mais significativo em direção à trégua desde o início da guerra. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de governo nesta quinta-feira para ratificar oficialmente o acordo.

O plano dos Estados Unidos para Gaza

Segundo a Casa Branca, o plano inclui a criação de um governo internacional temporário, chamado de Conselho da Paz, que seria chefiado por Trump e contaria com a participação de outros líderes mundiais, entre eles o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

A proposta prevê um cessar-fogo permanente, a libertação de todos os reféns em poder do Hamas e a troca por prisioneiros palestinos detidos por Israel. O projeto também estabelece que Gaza será entregue à Autoridade Palestina e não será anexada por Israel.



Entre os pontos do acordo estão ainda:

  • Anistia para integrantes do Hamas que se renderem;

  • Retirada gradual das tropas israelenses;

  • Desmilitarização total da Faixa de Gaza;

  • Exclusão do Hamas de qualquer futuro governo na região.

O Hamas afirmou estar disposto a libertar todos os reféns e a abrir mão do controle do território durante o início do cessar-fogo, mas não forneceu detalhes sobre outros pontos do plano.

Se plenamente implementado, o acordo pode representar o passo mais próximo de uma trégua duradoura desde o início da guerra, que já ampliou tensões regionais e agravou o isolamento internacional de Israel.