Na manhã desta terça-feira (7), 13 ativistas brasileiros que participavam da flotilha Global Sumud, interceptada por tropas israelenses enquanto navegava rumo à Faixa de Gaza, foram deportados para a Jordânia. Entre os deportados está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). A transferência foi feita por via terrestre, com apoio da Embaixada brasileira em Amã, segundo informações do Itamaraty.
O grupo estava detido no centro de detenção de Ketziot, no deserto de Negev, e, durante a prisão, o governo brasileiro verificou que todos estavam em boas condições de saúde. Um total de 471 ativistas já foi deportado por Israel desde a interceptação da flotilha, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza.
A flotilha também contava com a participação da ativista sueca Greta Thunberg, deportada na segunda-feira (6) em outro grupo. Israel classificou os participantes da operação como “provocadores” e buscou agilizar as deportações. Por outro lado, a iniciativa gerou críticas internacionais e denúncias do governo brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O conflito em Gaza, que completa dois anos, teve início após um ataque do grupo Hamas contra Israel, resultando em mais de 1.200 mortos e cerca de 250 reféns. Desde então, a guerra provocou uma grave crise humanitária no território palestino, com mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza e da ONU.
A deportação dos ativistas brasileiros marca mais um capítulo na tensão em torno do bloqueio israelense a Gaza, enquanto a comunidade internacional acompanha a situação humanitária da região.
