O governo de Israel afirmou nesta sexta-feira (3) que está se preparando para a “implementação imediata” da primeira fase do plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida foi anunciada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e prevê redução das operações militares.
Segundo a agência Reuters, a liderança política israelense orientou os militares a suspender ações de ocupação na Cidade de Gaza e manter apenas operações defensivas. O site Axios informou que a ofensiva será limitada para favorecer o avanço das negociações.
Mais cedo, o grupo Hamas declarou que concorda em libertar todos os reféns, vivos ou mortos, sequestrados em 7 de outubro de 2023, quando o atentado contra Israel deu início à guerra. O comunicado indicou abertura para negociar os detalhes do acordo, mas sem aceitação integral da proposta americana.
O plano de paz
Apresentado pela Casa Branca na segunda-feira (29), o plano prevê:
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libertação de todos os reféns em até 72 horas;
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anistia a integrantes do Hamas que entregarem as armas e aceitarem convivência pacífica;
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criação de um comitê de tecnocratas palestinos para governar Gaza, supervisionado por um Conselho da Paz presidido por Trump;
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libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos por Israel;
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ajuda humanitária sob responsabilidade da ONU e do Crescente Vermelho.
A proposta não define a criação imediata de um Estado palestino, mas indica a possibilidade futura.
Reações
Netanyahu afirmou que Israel só aceitará o acordo se suas condições forem respeitadas, rejeitando a formação de um Estado palestino. Já Trump deu prazo até domingo (5), às 19h (horário de Brasília), para o Hamas aceitar o plano, alertando que, em caso de recusa, lançará uma “ofensiva devastadora”.
A comunidade internacional, incluindo países europeus, a Autoridade Palestina e o Brasil, manifestou apoio à iniciativa. Em Gaza, no entanto, moradores disseram temer o agravamento do conflito.
