Avaliação do governo Lula estagna, e desaprovação supera aprovação, mostra pesquisa Quaest

 

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12) aponta que a melhora na avaliação do governo Lula (PT) perdeu força. Segundo o levantamento, 50% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto 47% aprovam — uma inversão em relação à tendência registrada desde julho.

Até o mês anterior, a aprovação do presidente vinha oscilando positivamente dentro da margem de erro, enquanto a desaprovação recuava. Agora, a curva se inverteu: houve leve queda na aprovação (de 48% para 47%) e aumento na desaprovação (de 49% para 50%). Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

De acordo com a Quaest, a mudança está relacionada à repercussão negativa das falas de Lula sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro e à crescente preocupação da população com a segurança pública.

O diretor do instituto, Felipe Nunes, avalia que “se o tarifaço ajudou a melhorar a percepção sobre o governo, o tema da segurança interrompeu a recente recuperação da imagem do presidente junto ao eleitorado independente”.

Entre os eleitores sem preferência partidária, a desaprovação subiu de 48% em outubro para 52% em novembro, enquanto a aprovação caiu de 46% para 43%. Essa diferença, de nove pontos, é a maior desde agosto.

A pesquisa mostra ainda que a imagem do governo piorou entre mulheres e pessoas com renda familiar acima de dois salários mínimos. Entre o público feminino, há agora empate técnico entre aprovação (51%) e desaprovação (46%). Já entre quem ganha mais de dois salários, a avaliação negativa é predominante.



O levantamento também aponta que:

  • 67% dos brasileiros aprovam a megaoperação nas comunidades do Alemão e da Penha, no Rio;

  • 57% discordam da declaração de Lula de que a operação foi um “desastre”;

  • a preocupação com a violência subiu de 30% para 38%;

  • 45% acreditam que o presidente saiu fortalecido após o encontro com Donald Trump.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.