Após anos marcados por crises financeiras e instabilidade operacional, o Hopi Hari iniciou um novo ciclo com o objetivo de recuperar o protagonismo no setor de parques temáticos. Localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo, o parque anunciou um robusto plano de expansão que combina reestruturação financeira, modernização de atrações e novos investimentos em lazer, comércio e hotelaria.
O ponto de partida foi a reorganização das contas. A dívida, que chegou a R$ 1,4 bilhão durante a recuperação judicial, foi reduzida para cerca de R$ 600 milhões. A meta da atual gestão é baixar esse valor para algo entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões em um ano, criando condições para novos aportes e crescimento sustentável.
Com as finanças mais controladas, o parque prepara um dos maiores ciclos de investimento de sua história. A principal novidade é a revitalização da Montezum, atração mais emblemática do Hopi Hari, que passará por um retrofit avaliado em mais de R$ 20 milhões, transformando-se em uma montanha-russa híbrida. Além disso, duas novas grandes atrações estão previstas, ainda mantidas em sigilo.
A estratégia também inclui a ampliação do calendário de eventos e shows ao longo de todo o ano, buscando reduzir a sazonalidade e incentivar visitas recorrentes. A meta é alcançar 3 milhões de visitantes até 2028, quase o dobro do público registrado recentemente.
Outro pilar do projeto é transformar o parque em um destino de visitação diária. Para isso, está previsto um shopping a céu aberto com cerca de 20 mil metros quadrados, dezenas de lojas e um complexo de cinemas, com potencial de gerar até mil empregos. Na sequência, o plano contempla a construção de um complexo hoteleiro integrado e, no longo prazo, um segundo parque com foco aquático.
Inserido no Distrito Turístico Serra Azul, o Hopi Hari aposta na localização estratégica e na combinação entre nostalgia e inovação para reconquistar a confiança do público. A nova fase busca reposicionar o parque como referência nacional, sustentado por padrões elevados de segurança, eficiência operacional e experiência ao visitante.

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