Hoje é um dia simbólico por aqui. Esta é oficialmente a 30ª coluna da nossa parceria semanal. Sim, já são 30 semanas conversando sobre dinheiro, comportamento financeiro e decisões que mudam a vida de verdade.
Se você está comigo desde o começo, meu muito obrigado.
Se chegou agora, seja bem-vindo: aqui falamos de finanças de um jeito direto, útil e possível, exatamente como ensino no meu trabalho como Consultor Financeiro.
E para celebrar esse marco, escolhi um tema que toca na ferida de milhões de brasileiros: Por que tanta gente tem dificuldade em precificar o próprio trabalho?
O brasileiro subestima o próprio valor
Segundo o relatório Pulso 2024 da Think Olga, 73% dos brasileiros dizem sentir desconforto ao falar sobre dinheiro e cobrança, o que afeta diretamente a forma como profissionais liberais, freelancers, autônomos e prestadores definem seus preços.
A FGV complementa: 57% dos pequenos prestadores cobram menos do que deveriam por medo de perder clientes.
Isso não é falta de talento, é comportamento financeiro!
Falta de informação sobre custos e formação de preço
O SEBRAE mostra que 82% dos microempreendedores não sabem calcular corretamente todos os seus custos fixos e variáveis. Resultado: precificação feita “no olho”.
Quando o profissional não sabe claramente:
…ele cria preços que não sustentam sua própria vida financeira.
Baixa confiança profissional e medo da negociação
Segundo o relatório Workforce View 2025 da ADP Research, 64% dos brasileiros têm baixa confiança para negociar salário, honorários ou reajustes.
A negociação ainda é vista como confronto e não como ferramenta profissional.
Isso afeta desde quem vende serviços até quem negocia salário formal.
Educação financeira e educacional insuficiente
A OCDE aponta: o Brasil tem uma das menores notas do mundo em educação financeira entre adultos.
E quando falta base, falta método.
Quem não entende:
…tem dificuldade de transformar trabalho em renda sustentável.
A inflação de um lado… e o salário parado do outro
O IBGE mostra que a inflação acumulada dos últimos anos ainda pressiona o custo de vida, enquanto a renda não avança no mesmo ritmo.
Sem reajuste adequado, muitos profissionais têm medo de cobrar mais — mesmo quando deveriam — alimentando um ciclo de desvalorização.
Como resolver isso na prática?
Aqui vai um resumo direto, no meu estilo:
✔ Pare de cobrar pelo que “acha justo”
Cobre pelo que o seu trabalho vale — e ele vale mais do que você imagina.
Some:
e acrescente margem de lucro.
✔ Entenda que preço é posicionamento
Preço baixo demais afasta clientes sérios e atrai quem só quer barganha.
✔ Negocie com dados, não com insegurança
Tenha referência, argumentos, comparativos e entregas claras.
Ou seja…
O problema não é que o brasileiro não sabe trabalhar.
É que, historicamente, ele não aprendeu a transformar trabalho em valor — e isso afeta carreira, renda, autoestima e futuro financeiro.
E é exatamente por isso que a educação financeira importa tanto.
Quer colocar preço certo no seu trabalho?
E para fechar, durante esse mês, minha Sessão de Diagnóstico Financeiro está com 40% de desconto, só para leitores da @ia_noticias, como pedido de natal do diretor do portal, que desejam finalmente:
Se quiser dar o próximo passo, me chama no Instagram: @kauecarvalhoconsultor.
Nos vemos na próxima semana — rumo à coluna nº 31. 🚀💰

