Por Simone de Oliveira
A frase que eu sempre digo quando questionam minha idade é: quem não quer ficar velho que parta cedo. Eu como ainda quero viver muito mais, e viver bem, continuo agradecendo por cada dia, porém tentando entender qual o real motivo de as pessoas não entenderam o significado da palavra maturidade.
É tão claro e notório que a população está envelhecendo e as pessoas vivendo mais, o que significa que a trajetória profissional de muitos está se estendendo para além dos 50 anos. No entanto, profissionais com essa faixa etária ainda enfrentam desafios específicos ao tentar a inserção ao mercado de trabalho, especialmente em um cenário onde a inovação e a adaptação à tecnologia se tornam essenciais.
Muitos colegas de profissão têm mais de 40 anos e sempre digo: são os melhores. Pontualidade, entrega, postura, foco, vontade de aprender. Quem diz que não precisa aprender nada, independente de idade ou da área, ao meu ver já está fadado ao fracasso e ao estacionamento.
Por outro lado, há as empresas que, sequer, dão oportunidade para mostrar este aprendizado. Sim, infelizmente o preconceito contra trabalhadores mais velhos ainda é uma realidade em muitas empresas. É fato que a transformação digital trouxe novos desafios, especialmente para aqueles que não cresceram com a internet ou com tecnologias mais recentes. Pode até gerar certa insegurança e dificuldade em se manter atualizado, porém quando consegue dominar aquele assunto, sai de baixo, ninguém segura.
Claro que em alguns ambientes há a pressão dos ‘jovens lideres’ que tentam intimidar com questões do tipo ‘ele não vai conseguir aprender’. Minha gente, somos da geração que aprendia tudo na máquina de escrever, que caçava pautas na rua, que não podia contar com a internet, que aprendia a desenhar a página.
Quando temos experiência, esta adquirida ao longo de anos de trabalho, temos a capacidade técnica, a facilidade em resolver problemas e os conflitos e, claro, um documento importante: contatos na agenda. A experiência unida ao relacionamento deixa o profissional completo.
Claro que experiência somente, ou seja, anos atrás de um computador cumprindo metas e agenda não é o suficiente. Sabe-se que para se manter no mercado é preciso investir em si. A capacitação contínua, seja com cursos, workshops e graduações ajudam na atualização de habilidades e conhecimentos.
Por fim, com o aumento da expectativa de vida forçando a redefinição do que é a aposentadoria e do papel dos profissionais com mais de 50 anos no mercado, cabe aos próprios entender a importância da qualificação. Seja para estar em uma empresa ou mesmo tornar-se empreendedores.
Seja como for, se temos experiência, o conhecimento e competências adquiridas ao longo dos anos, temos muito a oferecer. O desafio está em superar as barreiras da discriminação etária e em adotar uma postura de constante aprendizado, buscando a atualização tecnológica e o engajamento em novos modelos de trabalho.
Não deixe fatores externos atrapalhar sua caminhada e mostre que você é capaz, mostre aos recrutadores que é possível sim, se adaptar ao novo, ao imprevisível, aliás somos da geração da adaptação. É preciso saber onde e como querem estar daqui a 10 anos. Eu quero estar aqui, escrevendo, entrevistando, rindo e chorando com cada história que contar. E você onde quer estar? Seja o protagonista da sua própria história.
Bora la!

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