Dia Nacional do Leitor convida à reflexão sobre o hábito da leitura no século 21

 Dia 07 de janeiro é o Dia Nacional do Leitor. Essa data já foi muito importante e, para ser considerada como tal, algo de grande relevância precisou acontecer. Nos dias atuais, porém, dificilmente vemos leitores ávidos, sejam de livros, revistas, gibis ou até jornais. Não se lê mais; apenas se rola a tela.



A data foi instituída para refletir sobre como a leitura expande o conhecimento, a criatividade e o senso crítico, sendo um pilar para a educação e o desenvolvimento pessoal. O que antes era visto como “status”, sinal de classe social ou até “coisa de gente culta”, hoje parece esquecido na prateleira.

Os jovens crescem com a falsa ilusão de que a leitura é algo ultrapassado, chato e sem valor. Quem lê é taxado como esquisito, nerd ou qualquer coisa que não valha a pena manter contato. Mas, por trás dessas palavras ofensivas, muitas vezes existe o desejo de se tornar leitor.

Intrinsecamente, as pessoas parecem ter se esquecido de como se lê. Do poder de se perder em uma leitura, viver mundos fantásticos e se tornar parte de uma época distinta. Como os valores podem ter mudado tanto de um século para o outro? Em pleno século 21, aprende-se a ler para, aos poucos, esquecer, quase como observar o tempo passar sentado em uma praça.

Vemos as crianças nascerem, aprenderem a dar os primeiros passos e, finalmente, iniciarem a vida escolar. A sensação de vê-las escrever as primeiras palavras, o próprio nome, é uma verdadeira conquista. Mas, em paralelo, as telas roubam a cena, assumem o protagonismo e diminuem o desejo de aprender mais.

O celular, item indispensável para viver em sociedade, nos esconde nas redes sociais e nos afasta do presencial. Além de não se ler, também não se conversa. Compartilha-se vídeos, distribuem-se curtidas e vive-se uma realidade ilusória.

Quem é você hoje? Aquele que tem um livro esquecido na prateleira ou quem chegou até aqui, acompanhando palavra por palavra? Comece o ano cumprindo a primeira meta de 2026: reencontrar o leitor que ainda existe dentro de você.

Fabiola S. Siqueira
Professora, confeiteira e colunista