Por Kauê Carvalho
Durante anos venderam para as pessoas a ideia de que enriquecer dependia principalmente de matemática: planilhas perfeitas, cálculos detalhados, a taxa ideal, o investimento ideal.
Mas a prática, e a ciência, mostram algo desconfortável para quem acredita apenas nos números:
A riqueza é muito mais comportamento do que cálculo.
Você pode ter a melhor planilha do mundo. Se não souber lidar com ansiedade, impulso, frustração e expectativas, ela vira apenas um arquivo bonito.
O que a ciência comportamental descobriu
Estudos em economia comportamental mostram que decisões financeiras raramente são puramente racionais. Emoções, ambiente, experiências passadas e pressão social influenciam mais do que imaginamos.
O prêmio Nobel Richard Thaler demonstrou que seres humanos cometem erros previsíveis quando lidam com dinheiro, não por falta de inteligência, mas por causa de vieses emocionais.
Ou seja: o problema não é saber o que fazer. É conseguir fazer de forma consistente.
Por que pessoas informadas continuam errando?
Porque informação não vence emoção. Veja alguns exemplos clássicos:
Nada disso é falha matemática. É gestão emocional.
Inteligência emocional é o motor da riqueza
Construir patrimônio exige habilidades que quase nunca são ensinadas:
Percebe? Estamos falando mais de psicologia do que de Excel.
O investidor que vence no longo prazo
Pesquisas de mercado frequentemente indicam que investidores com estratégias simples, porém consistentes, tendem a superar aqueles que tentam “acertar o momento perfeito”.
Não porque sabem mais. Mas porque controlam melhor suas emoções.
É a diferença entre: reagir ao medo e seguir o plano.
Quando você entende que enriquecer depende menos de genialidade e mais de comportamento, a pergunta deixa de ser:
❌ “Qual é o melhor investimento?”
e passa a ser:
✅ “Que tipo de pessoa eu preciso me tornar para sustentar boas decisões financeiras?”
Essa é a virada.
Em resumo
Planilhas organizam números. Inteligência emocional organiza decisões.
Sem ela:
Com ela:
E talvez essa seja a conversa mais importante que precisamos ter sobre dinheiro em 2026.
Nos vemos na próxima coluna.
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